sexta-feira, 11 de abril de 2008

A mídia e as candidatas

A mídia e as candidatas

Fulana é vaidosa, a outra pesa tantos quilos, aquela freqüenta a academia e cortou os cabelos, aquela lá deve ter se produzido para essa reportagem. È assim que a mídia gaúcha trata, e vai tratar toda notícia referente à disputa para a prefeitura de Porto Alegre. Não podia ser diferente oras, afinal são três mulheres... MULHERES!, disputando a vaga da prefeitura da Capital.
Até o fim das eleições a mídia estampará os costumes das candidatas, se comem carne, se gosta de gatos, se usam cremes. Não que Luciana Genro (Psol), Manuela D’Ávilla (PC do B) e Maria do Rosário (PT), não estejam preparadas para o embate político. Mas só o fato de serem Mulheres, facilita para que outros assuntos sejam comentados.
Já era de se esperar essa abordagem da mídia, pois não é em todo estado e em todas as eleições que três pessoas do sexo feminino disputam uma vaga para administrar a máquina municipal. No Brasil, a mulherada só vota há 76 anos e em alguns países esse direito ainda é inexistente.
Neste século tivemos uma overdose de mulheres no poder. A poderosa Condoleezza Rice nos Estados Unidos, a atual Presidente da Argentina, Cristina Kirschner a Presidente do Chile Michelle Bachelet são alguns exemplos. A sociedade ainda não está acostumada a ver mulheres na política. Essa evolução é recente e há muito preconceito e discriminação, por isso tanta curiosidade em torno da vida das candidatas. O que eu quero saber se Manuela D´Ávilla era obesa quando criança. E se ela fosse um homem, essa informação seria apurada? Já imaginaram essa notícia no jornal? Prefeito de Porto Alegre usa perfume da marca Hugo Boss e faz academia três vezes por semana. Mas se tratando de uma mulher, esses detalhes acompanham com freqüência notícias referentes ao candidato

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